Meu filho (a) estranha as pessoas, isso é comum?

Continuando na mesma linha do post anterior, sobre os padrões de desenvolvimento da criança, hoje vamos falar um pouco da parte social e emocional desse desenvolvimento, uma vez que já focamos nos campos da fala e audição.

Mas, continuamos a bater na tecla de que não existem regras e sim características típicas para cada fase de desenvolvimento, se seu filho não se adequa à descrição dentro da sua idade não se desespere, ok? Pois cada criança tem o seu ritmo, o seu tempo e o que acontece com um pode não acontecer com o outro, isso vale para tudo, seja sobre questões motoras, intelectuais, emocionais ou sociais, certo?

Antes de iniciar queria deixar minha opinião também sobre o assunto. Eu acredito que essas bases de características ao mesmo tempo em que são muito úteis, são também “rotuladoras”, pois infelizmente a maioria das instituições (médicos, escolas, creches) se apegam demais a isso, e começam os rótulos/comparações: “mãe, seu filho tem 1 ano e ainda nem engatinha, isso não é normal, leva ele no médico” ou  “mas fulano tem a mesma idade que ele e já anda, ele mal engatinha…”, e com isso não levam em consideração outros fatores tão mais importantes, tudo pode influenciar, desde o ambiente, até o peso da criança e histórico da família, por exemplo. Nisso bate o desespero nos pais, a comparação deles também e gera-se uma ansiedade, às vezes desnecessária.

Vejam, não estou dizendo que não é preciso investigar e deixar pra lá, caso seu filho não esteja de acordo com as fases de desenvolvimento da sua idade, só que não é preciso se desesperar. É bacana tentar entender o contexto do seu filho, o ambiente e os estímulos que ele tem.

Essa percepção é importante inclusive para questionar e pontuar ao médico, caso necessário, não é de forma alguma desmerecendo o estudo e preparo que o profissional tem, mas é destacando que não podemos sempre acatar somente a teoria, aquele modelo “engessado” que nos é apresentado com certa frequência, pois a prática e a subjetividade de cada um tem muita influencia nisso tudo também, entende?

Claro que tem o lado positivo disso tudo, caso contrário não existiriam tantos estudos relacionados ao desenvolvimento infantil, não é mesmo? Inclusive eu também utilizo como base essas características quando atendo crianças, mas a questão e a ideia do post é alertar para que não se prenda somente nisso, ok?

Por isso, vou destacar aqui de forma resumida o que geralmente ocorre emocionalmente e socialmente com cada criança, de acordo com a idade. Existem vários teóricos que falam sobre o assunto, cada um nomeia as fases, encaixando as idades e os grupos de formas diferentes, por isso não vou tomar partido de nenhuma teoria direta, apresentando um apanhado geral das características.

Mas vamos lá, acho que já me alonguei demais na opinião sobre o assunto, né? (rsrs)

E então, o que achou? Conta pra gente!

As demais fases vamos falar em outros posts, pois se trata de outro universo: a adolescência!

Estamos aproveitando esse mês das mães para trazer assuntos relacionados aos filhos, que podem servir tanto para as mamães, quanto para os papais… Então que tal deixar suas sugestões de temas que queira tratar desse mundo tão vasto que é a maternidade/paternidade?

Abraços,

Fonte:
http://www.mundodoabc.com.br/index.php/blog/69-fases-do-desenvolvimento-infantil-0-a-6-anos
http://alaya77.blogspot.com.br/2014/10/o-bebe-estranha-e-so-quer-saber-da-mae.html (imagem)


Aline Carneiro
Psicóloga - CRP 06/133070 em Consultório Psiquê?

Do signo de áries e nascida em 23 de março, é psicóloga e amante dos exercícios físicos e da alimentação saudável. Quando acredita em algo, luta sem descanso com muita energia e entusiasmo para conquistar seus objetivos. Bem família, tia e madrinha coruja, companheira, protetora e amiga, mas também impulsiva, impaciente, um pouco teimosa e mandona.


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